Tons Soturnos Minhas Nênias Benvindamente Maldiçoadas

Isto tudo não é mais do que um ensejo voltívolo de precipitação etérea e amorfa, vinculado a pensamentos e devaneios semi-insandecidos profusos de bestas e musas acorrentadas no quarto no fundo do abismo orcal, cheio de caixas vazias e livros lidos, onde surrealmente existe uma canção que permeia todo o vergel subterrâneo de meu ilustre e profano claustro, de minha pessoa, maldita e serena, ecoando alto em notas surdas, num silêncio eloqüente e impronunciado, no qual minha meia máscara pútrefa, roteja às vistas de Meu Honorável Senhor, pingando misérias, borbotões de sânie vermal e alguns sarcasmos, ironias e ensaios libidinosos subliminarmente permeantes em sentenças que traem sua natureza ninfômana, libertina e esbórnica.

VonGraff

quarta-feira, setembro 28, 2011

Do que o Inesperado nos trás Inequívocamente

 Se mesmo um Imponente Reino Promissor e Confiante
deixou de existir entre as lamúrias das trevas
por entre lembranças sopradas no vento do descaso
 Se mesmo colunas erguidas sobre o solo profícuo da eternidade
tombaram antes mesmo de se erguerem em meio a éons

Quê esperaremos então de uma cidadela feita tal como nas noturnas histórias árabes
onde todos os ensaios e maravilhas desejadas se fazem instantânea pretensa verdade
aonde aquilo que é tão reluzente, faz cegar para não ver a natureza voltívola de sua inconsistência existencial

em nenhures onde perecem os esperançosos
nadando insanamente atrás da luz guia da lua
refletida no lago da negligência e do conforto profano
onde se afogam miseravelmente no silêncio eloqüente dos tolos...

L.V.I. Von Graff

Da força anti-existencial que nos inabita...

todos os sonhos morrem quando a realidade desponta no horizonte...
em seu ocaso eles levam para o começo de seu desvanecer
anseios tão belos e encantos tão deslumbrantes

O que nos sobra, se não nossa sombra a lembrar
que tão logo a luz se apague, assim se fará com nosso existir
a vida é construída nessa inconstância

Os bravos batalham, mas sangram e terminam por tarde ou cedo cansar de lutar
o sangue se derrama, e no meio do calor do embate, não percebemos o quão gélido e fatal é o tocar das falanges que nos tiram
 as esperanças e o sentido por aquilo que lutamos com a nossa Vida
destemida e quase insanamente

e não haverá abraço para o desamparado
e não haverá consolo para o abandonado que sucumbirá agora,
ao seio luxurioso da sedutora, perfída, e tentadora Inexistência

contudo, quanto tudo isto pode ser ainda mais trágico e pior
se não podemos nos entregar
pois quanto ao nobre e honrável, não oferecemos nosso viver
e agora,
é frente ao profano que compreendemos verdades dormentes
e despertam nossa ciência, ja tarde, que a muito passamos do porto seguro
e o caminho de volta não mais se fará galgável

Assim é tão triste, lamentável, penoso e revoltante, tanto é continuar desalmadamente como se fazer cerrar os olhos a este cenário,
que em um quadro tão lindo e com cores tão intensas, desdenha-se um contraste
sombrio, cruel e escarninho

L.V.I. Von Graff
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