todos os sonhos morrem quando a realidade desponta no horizonte...
em seu ocaso eles levam para o começo de seu desvanecer
anseios tão belos e encantos tão deslumbrantes
O que nos sobra, se não nossa sombra a lembrar
que tão logo a luz se apague, assim se fará com nosso existir
a vida é construída nessa inconstância
Os bravos batalham, mas sangram e terminam por tarde ou cedo cansar de lutar
o sangue se derrama, e no meio do calor do embate, não percebemos o quão gélido e fatal é o tocar das falanges que nos tiram
as esperanças e o sentido por aquilo que lutamos com a nossa Vida
destemida e quase insanamente
e não haverá abraço para o desamparado
e não haverá consolo para o abandonado que sucumbirá agora,
ao seio luxurioso da sedutora, perfída, e tentadora Inexistência
contudo, quanto tudo isto pode ser ainda mais trágico e pior
se não podemos nos entregar
pois quanto ao nobre e honrável, não oferecemos nosso viver
e agora,
é frente ao profano que compreendemos verdades dormentes
e despertam nossa ciência, ja tarde, que a muito passamos do porto seguro
e o caminho de volta não mais se fará galgável
Assim é tão triste, lamentável, penoso e revoltante, tanto é continuar desalmadamente como se fazer cerrar os olhos a este cenário,
que em um quadro tão lindo e com cores tão intensas, desdenha-se um contraste
sombrio, cruel e escarninho
L.V.I. Von Graff
Poesias Nascidas do Olor de Meu Purgar de minha anima despedaçada a cair membros pelo volteio amálgamas de miséria, pejo, revolta ironias e da Penumbra do qual sou Eterno -Gaudioso e Probo- Servente
Tons Soturnos Minhas Nênias Benvindamente Maldiçoadas
Isto tudo não é mais do que um ensejo voltívolo de precipitação etérea e amorfa, vinculado a pensamentos e devaneios semi-insandecidos profusos de bestas e musas acorrentadas no quarto no fundo do abismo orcal, cheio de caixas vazias e livros lidos, onde surrealmente existe uma canção que permeia todo o vergel subterrâneo de meu ilustre e profano claustro, de minha pessoa, maldita e serena, ecoando alto em notas surdas, num silêncio eloqüente e impronunciado, no qual minha meia máscara pútrefa, roteja às vistas de Meu Honorável Senhor, pingando misérias, borbotões de sânie vermal e alguns sarcasmos, ironias e ensaios libidinosos subliminarmente permeantes em sentenças que traem sua natureza ninfômana, libertina e esbórnica.
VonGraff
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