Tons Soturnos Minhas Nênias Benvindamente Maldiçoadas

Isto tudo não é mais do que um ensejo voltívolo de precipitação etérea e amorfa, vinculado a pensamentos e devaneios semi-insandecidos profusos de bestas e musas acorrentadas no quarto no fundo do abismo orcal, cheio de caixas vazias e livros lidos, onde surrealmente existe uma canção que permeia todo o vergel subterrâneo de meu ilustre e profano claustro, de minha pessoa, maldita e serena, ecoando alto em notas surdas, num silêncio eloqüente e impronunciado, no qual minha meia máscara pútrefa, roteja às vistas de Meu Honorável Senhor, pingando misérias, borbotões de sânie vermal e alguns sarcasmos, ironias e ensaios libidinosos subliminarmente permeantes em sentenças que traem sua natureza ninfômana, libertina e esbórnica.

VonGraff

domingo, novembro 13, 2011


" Não importa

a poeira que as memórias se tornam
as folhas que dançam no vento
as lágrimas que desejamos esquecer

Nunca deixei de pensar em você
e quando o faço
sorrio com o seu sorriso
choro com o seu choro

 Peço olhando para além  do horizonte sideral
um perdão que nunca terei
um último abraço que jamais me aquecerá
um último olhar que não encontrará as minhas meninas
uma última palavra -mesmo que destrutiva ou indiferente- que apenas me recorde da sua voz


Os dias que sonho que tudo ainda existe
em que no outro lado estou, aliviado pela irrealidade de um desenlace eterno
é apenas um outro dia em que o perfeito existe
nos olhamos ternamente e não há sofreguir...

 Mas não tarda o despertar
tudo o que se foi volta
e tudo o que estava retorna ao passado

 A essa altura nada mais importa
não há o que valha pena vindo de uma fonte profusa de nada

 resta o consolo de ter ficado para trás
sem cores, sem som, sem emoções
uma página virada, um capítulo terminado
-ou quem sabe um livro inteiro queimado-

 uma imagem obtusa, que se confunde
obscena, bela, maldita, doce
que se fez entender quando não devia
que estava cheia de significados que se calaram
que parecia tão plena, e no fim era vazia
que era tão vívida, mas em realidade era monocromáticamente mórbida

 Este servo tratado e saudável, 
apenas fita seu vulto constante, distanciando-se sem sumir
feliz por ter gerado um novo ciclo
por ter criado uma nova realidade
maior e mais real do que aquela que débilmente fui capaz de manter

mesmo não sendo para mim...
apenas não importa"



quinta-feira, novembro 10, 2011

trânen über mein gedicht

"Depois das cinzas, das lágrimas e de Toda dor
por todos aqueles que feneceram
quando nada mais nem desvalor possuia
e tudo que restara foi um infinito vazio

Foi quando seu plectro resplandeceu flamígeramente
no horizonte das esperanças lívidas
lá onde já não havia forças para continuar
nem forças para sequer sorrir da própria miséria

Com favoritismo, sua mão a vossa pessoa se estendeu
e com um sorriso terno e sem jeito
levantou minha rota carcaça dentre os caídos
e me aqueceu no abraço mais extremoso possível

nos meus lábios cianóticos de desenhou um sorriso
traidor de suas condições
um sorriso vívido, profundo e visionário
e tudo recomeçou a tomar cores e formas belas

a simples força do Amor
move o Universo
sem se esforçar
sem desejar
apenas por se fazer agir sua natureza
despretenciosamente, Amar


todo o mal que me foi sanado
toda a dor que me foi demovida
todo sangue conspurcado
tudo limpo e medicado, sanada toda e cada ferida


Nunca ei de te esquecer
Jamais sua memória traí

Nada restou do que um dia em mim pouco se construíu
destroços de algo que está inválido para se auto manter
Incapaz de ser erguer contra memórias que pesam o Mundo
Embora não haja desejo para isso
Embora não haja ninguem com valor e dignidade para isso

...

Enquanto a vida não me se desfaz de minha pessoa
e não tenho honra para se encarregar dela
prossigo em busca de Uma Anima em chamas
que profetize minha herdeiras

Talvez, do outro lado é elas que fazem tudo por mim
para que não desista
para que não se derrote
Para que o Amor possa nascer mais uma Vez em Um novo dia"

L.V.I. Von Graff

quarta-feira, setembro 28, 2011

Do que o Inesperado nos trás Inequívocamente

 Se mesmo um Imponente Reino Promissor e Confiante
deixou de existir entre as lamúrias das trevas
por entre lembranças sopradas no vento do descaso
 Se mesmo colunas erguidas sobre o solo profícuo da eternidade
tombaram antes mesmo de se erguerem em meio a éons

Quê esperaremos então de uma cidadela feita tal como nas noturnas histórias árabes
onde todos os ensaios e maravilhas desejadas se fazem instantânea pretensa verdade
aonde aquilo que é tão reluzente, faz cegar para não ver a natureza voltívola de sua inconsistência existencial

em nenhures onde perecem os esperançosos
nadando insanamente atrás da luz guia da lua
refletida no lago da negligência e do conforto profano
onde se afogam miseravelmente no silêncio eloqüente dos tolos...

L.V.I. Von Graff

Da força anti-existencial que nos inabita...

todos os sonhos morrem quando a realidade desponta no horizonte...
em seu ocaso eles levam para o começo de seu desvanecer
anseios tão belos e encantos tão deslumbrantes

O que nos sobra, se não nossa sombra a lembrar
que tão logo a luz se apague, assim se fará com nosso existir
a vida é construída nessa inconstância

Os bravos batalham, mas sangram e terminam por tarde ou cedo cansar de lutar
o sangue se derrama, e no meio do calor do embate, não percebemos o quão gélido e fatal é o tocar das falanges que nos tiram
 as esperanças e o sentido por aquilo que lutamos com a nossa Vida
destemida e quase insanamente

e não haverá abraço para o desamparado
e não haverá consolo para o abandonado que sucumbirá agora,
ao seio luxurioso da sedutora, perfída, e tentadora Inexistência

contudo, quanto tudo isto pode ser ainda mais trágico e pior
se não podemos nos entregar
pois quanto ao nobre e honrável, não oferecemos nosso viver
e agora,
é frente ao profano que compreendemos verdades dormentes
e despertam nossa ciência, ja tarde, que a muito passamos do porto seguro
e o caminho de volta não mais se fará galgável

Assim é tão triste, lamentável, penoso e revoltante, tanto é continuar desalmadamente como se fazer cerrar os olhos a este cenário,
que em um quadro tão lindo e com cores tão intensas, desdenha-se um contraste
sombrio, cruel e escarninho

L.V.I. Von Graff

quinta-feira, agosto 25, 2011

ich wünsch dich meine liebe tochter

...faria de Tudo
...pagaria Qualquer Preço
...acertaria Qualquer Proposta
...para ter a Realidade do seu Sorriso...

meine kleines mädchen Rotschopf



quarta-feira, agosto 24, 2011

Seline

"Pois agora sei a razão da tristeza em seu olhar

minha Soturna e Amada, filha,

de qual tragédia e dor
de todo amor e torpor
de onde se criou sonho em louvor

de toda esta história que se fez real
se foi assim, como se jamais existido tivesse

como se todo envolte e palavra dita nada disesse
como se tudo fosse uma grande falsidade
como se o que significou para mim não me causasse admoeste
e que deixa um falso sentimento de o que foi perfeito
foi inverdade

 Conseguinte, o que de mim sobrou
foi meu corpo roto
minha anima prometida, conspurcada pela dor por mim causada
a uma vida tão bem preconcebida e respeitada
de tal donzela flamígera bem educada e com tal primor
tal dignidade, sinceridade e virtude, que morro por proteger sua honra
mesmo agora não tendo parte em seu viver, se contra quem ou o que for

ela foi, é e sempre será a mãe do seu existir
mesmo que meus atos, meus dizeres e proclames
sejam traídos por tudo o que fiz e fui
e que em minha mão estejam duas vidas mortas
uma descreditada e renegada
outra que não teve oportunidade de se fazer real

foi assim que perdi parte de minha visão
e agora, para o mundo me resta apenas um olhar
pois o que deixou de existir levou consigo uma parte de mim
que muito desejou e muito realizou
mas se o destino assim escreveu
e no livro da vida sua pagina faltou

saiba que em meu Coração, mesmo que pétreo, deletério e pernicioso
jaz em queda da eternidade
uma carta madida em dizer da sua vontade

a minha vontade de ter lhe abraçado
beijado e muito bem, como um pai cuidado

Vou desejar para sempre, que isso em alguma outra realidade
tenha sido verdade

assim, poderei chorar de felicidade
em ter você sob meus cuidados
sob minha espada, a guardar sua hombridade

Me perdoe
minha pequena criança
minha amada filha

Agora caminharei caolho, com uma dor que nada há de retirar
e quem sabe, um dia, em minhas escoltas
o fado me leve a te encontrar
em meio a pesada chuva que as lamúrias venha lavar
ou apenas atenuar

segurarei sua mão, pegarei em meu colo e para casa iremos retornar
lá sua irmã estará a sua espera
e voce não mais irá sozinha ficar
nunca mais"


de seu Eterno Pai...
Com Pesar e Com Amor...

L.V.I. Von Graff

Powered By Blogger