Tons Soturnos Minhas Nênias Benvindamente Maldiçoadas

Isto tudo não é mais do que um ensejo voltívolo de precipitação etérea e amorfa, vinculado a pensamentos e devaneios semi-insandecidos profusos de bestas e musas acorrentadas no quarto no fundo do abismo orcal, cheio de caixas vazias e livros lidos, onde surrealmente existe uma canção que permeia todo o vergel subterrâneo de meu ilustre e profano claustro, de minha pessoa, maldita e serena, ecoando alto em notas surdas, num silêncio eloqüente e impronunciado, no qual minha meia máscara pútrefa, roteja às vistas de Meu Honorável Senhor, pingando misérias, borbotões de sânie vermal e alguns sarcasmos, ironias e ensaios libidinosos subliminarmente permeantes em sentenças que traem sua natureza ninfômana, libertina e esbórnica.

VonGraff

domingo, outubro 10, 2010

Do Avançar que deixa Destroços e Cartas Mádidas...


"Tão tarde
ninguem mais virá aqui
neste canto
agora ele será tomado pelo pó do esquecimento
e será soterrado com qualquer sentimento

Tanto veio ao mudo eloqüente
para expressar
mas é tarde
um flash de luz? foi oque pareceu
mas no fim, permaneceu oque foi 'decidido'

Tudo já empacotado
sonhos amontoados e desmontados
torre ruindo em um abismo de desolo
deixando um vácuo voraz
por isto Alas! nenhuma palavra, nem um ponto


Tarde
mesmo quieto, mesmo só, silenciado pelo que já foi
daquilo que não houve possibilidade de retorno
duas vezes verificado, de fato, não havia ninguem
calado à sentença posta pelo cruel fado

Matar tudo por dentro
matar tudo por fora
mas meu falar em matar capaz disso não é
Ao que rouquejo, Resta um semente
No canto, à espera da chuva que irá esconder suas lágrimas"

Victor Idálio Von Graff

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