Tons Soturnos Minhas Nênias Benvindamente Maldiçoadas

Isto tudo não é mais do que um ensejo voltívolo de precipitação etérea e amorfa, vinculado a pensamentos e devaneios semi-insandecidos profusos de bestas e musas acorrentadas no quarto no fundo do abismo orcal, cheio de caixas vazias e livros lidos, onde surrealmente existe uma canção que permeia todo o vergel subterrâneo de meu ilustre e profano claustro, de minha pessoa, maldita e serena, ecoando alto em notas surdas, num silêncio eloqüente e impronunciado, no qual minha meia máscara pútrefa, roteja às vistas de Meu Honorável Senhor, pingando misérias, borbotões de sânie vermal e alguns sarcasmos, ironias e ensaios libidinosos subliminarmente permeantes em sentenças que traem sua natureza ninfômana, libertina e esbórnica.

VonGraff

quinta-feira, outubro 07, 2010

Para um Fim que Tem Sempre um Começo

"Hoje
Algo morre
mas quão triste se algo nasce!

Um novo círculo
novos levantes quedas
Novo sangue Podre

E que de mim se renova
De algo que congela, procumbe e tomba
Se não voraz Penumbra

Perduro consciente em meu vagar
até o karma puder sanar
Enquanto afetos morrem defronte

Sereno e auto-fustigado
em meu útero nutro minha sombra
Ilustre pútrefo destroço

Que Melhor se não terminar-me
selar minha semente conspurcada
Seduzido pela língua de minha Espada"

Victor Idálio Von Graff

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