Meus ossos partem-se sob o peso de minhas lágrimascartas mádias deixei
inócuas promesses que fiz
e tudo o que busquei, sinto seu choro fustigando-me tempestuosamente
é o meu eco
Deixei para trás o Mundo, Para viver no fundo do abismo
eles me alcançaram, e estão inundando meus divagares de pedidos destoantes
contraditorios e insandecedores
Para minha pouca clareza, ofusca-me o lampejo da minha própria sombra
é o meu fado
Que fazemos se não um ensenar longo neste veemente rapido volver
-chamado viver-
onde sofremos, felicitamos e entregamos, para aprender e fortificar
onde o doce, se amargura e o fel procura sua contraparte tão oposta
círculo que a derradeira revolta deve quebrar
Guardo em meu peito no santuário inconspurcável
seu plecto, suas melodias e seu olor que nunca mais hei de sentir
e Alas!
O que mais Me Torna vivo, Mais me Mortifica
porquê estou eclipsado nesta cruenta prisão da qual me desfiz das chaves?!
Este sono que me aguarda, que guarda o fim do universo
que termina os anos galácticos do meu existir e pesar
dias que lhe entreguei com O Melhor e Mais Alto que houve em mim
e agora sou uma rocha vazia, fria, a pesar no fúnebre silêncio estelar
Tal é a Imensidão do toque extremoso e leve da gélida falange da MorteO temor me assalta e me priva de lutar e seguir
me debato, me entrego, numa desigual batalha
onde meus sentidos já todos falham e estou indefeso
tinha os seus braços, mas ei de me quedar completamente sózinho
mudo, cego e imóvel, num coma do qual não devo retornar
se não, somente, com o toque do seu beijo
L.V.I. Von Graff

Nenhum comentário:
Postar um comentário