Tons Soturnos Minhas Nênias Benvindamente Maldiçoadas

Isto tudo não é mais do que um ensejo voltívolo de precipitação etérea e amorfa, vinculado a pensamentos e devaneios semi-insandecidos profusos de bestas e musas acorrentadas no quarto no fundo do abismo orcal, cheio de caixas vazias e livros lidos, onde surrealmente existe uma canção que permeia todo o vergel subterrâneo de meu ilustre e profano claustro, de minha pessoa, maldita e serena, ecoando alto em notas surdas, num silêncio eloqüente e impronunciado, no qual minha meia máscara pútrefa, roteja às vistas de Meu Honorável Senhor, pingando misérias, borbotões de sânie vermal e alguns sarcasmos, ironias e ensaios libidinosos subliminarmente permeantes em sentenças que traem sua natureza ninfômana, libertina e esbórnica.

VonGraff

sexta-feira, novembro 12, 2010

In the wait for Redemption ahead

Meus ossos partem-se sob o peso de minhas lágrimas
cartas mádias deixei
inócuas promesses que fiz
e tudo o que  busquei, sinto seu choro fustigando-me tempestuosamente
é o meu eco


Deixei para trás o Mundo, Para viver no fundo do abismo
eles me alcançaram, e estão inundando meus divagares de pedidos destoantes
contraditorios e insandecedores
Para minha pouca clareza, ofusca-me o lampejo da minha própria sombra
é o meu fado

Que fazemos se não um ensenar longo neste veemente rapido volver
-chamado viver-
onde sofremos, felicitamos e entregamos, para aprender e fortificar
onde o doce, se amargura e o fel procura sua contraparte tão oposta 
círculo que a derradeira revolta deve quebrar


Guardo em meu peito no santuário inconspurcável
seu plecto, suas melodias e seu olor que nunca mais hei de sentir
e Alas!
O que mais Me Torna vivo, Mais me Mortifica
porquê estou eclipsado nesta cruenta prisão da qual me desfiz das chaves?!


Este sono que me aguarda, que guarda o fim do universo
que termina os anos galácticos do meu existir e pesar
dias que lhe entreguei com O Melhor e Mais Alto que houve em mim
e agora sou uma rocha vazia, fria, a pesar no fúnebre silêncio estelar
Tal é a Imensidão do toque extremoso e leve da gélida falange da Morte

O temor me assalta e me priva de lutar e seguir
me debato, me entrego, numa desigual batalha
onde meus sentidos já todos falham e estou indefeso
tinha os seus braços, mas ei de me quedar completamente sózinho
mudo, cego e imóvel, num coma do qual não devo retornar
se não, somente, com o toque do seu beijo




L.V.I. Von Graff

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