pois já não sou uma parte inata
do quadro tão belamente pintando e profetizado
tão sincera e inocentemente cultivado
genuínamente cristalino e plenamente perfeito
Não obstante jáz em mim trâmite maior
que não controlo e nem sigo

tal manifesta-se não se manifestando
causa engano e revolte sem mesmo um dano
confunde e desagrega benquerença
ah e tal compunção ha de me assaltar
com justiça e retidão e uma espada a me visar
mas estão debatendo-se mortos os meus remorsos, sentires, e meus bons séquios agora, no ensejo da aurora
quem é tal quimera que devorou bestialmente
tal pigmaleão contemplado
quem é tal que foi capaz de ruir audazmente
tão potento amor pitagórico realizado
Em sua esteira borbulha sublevação, pejo
denegrido, grito interrompido, meu soluço
contido, um aune partido, mácula ascosa
a arder
premente desalento a esganar
todo e qualquer pensamento de um dia voltar
Quero ir para não voltar
morrer e calar para nada jamais despertar
congelar e entenebrecer para não mais
comover seres ingênuos e donzéis
Quero voltar para minha ignômiedade
silenciado na minha parva e redundante
nulidade, e lá afundar no mar do meu vazio
pois do apreço que me tiveras -oh Nume!-
nada mereço
sequer escarro, ou comiseração desdenhosa
sob irônico soslaio...
L.V.I. Von Graff

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